quinta-feira, 16 de abril de 2009

Segredo?!

- Segredo?! - repeti eu com espanto, perante a questão do meu amigo - Não há nenhum segredo para a felicidade em Sulus, meu bom Pelarus.

Continuávamos sentados num banco de mármore, no estreito parque que se estendia ao longo da margem, entre o rio e o casario da cidade. Um local aprazível, que a população utilizava para as mais variadas actividades de lazer e descontracção.

- Pois é, meu caro - continuei - em Sulus não temos uma fórmula secreta ou mágica, para a felicidade e bem-estar da nossa sociedade. Mas temos sim um princípio que está na base de tudo o que fazemos, e ele é a auto-estima, ou amor-próprio como queiras chamar.
Podes afirmar que valorizamos acima de tudo a Educação, mas dirigida no sentido do desenvolvimento da auto-estima. E tal acontece desde bem cedo. Desde o berço diria mesmo.

- E porquê?! Porque só alguém com um saudável amor-próprio sabe fazer as melhores escolhas, para si próprio e para os outros.

7 comentários:

Whesley Fagliari dos Santos disse...

Saudações,

Muito interessante seu conto... Acredito tb na educação tal como os antigos gregos a concebiam, no sentido de formação humana e não meramente alfabética... Sem amor próprio não há amor a mais nada!

Linda produção!

Grande abraço!

Whesley Fagliari - Amigo da Sofia

Jorge Oyafuso disse...

Também concordo plenamente com você!

Tanto que, acredito que se a pessoa não tiver amor próprio, ela não terá amor consistente para com outras pessoas, e tampouco saberá o que é amar.

O amor próprio é necessário para que levantemos dos tropeços da vida com mais facilidade, acredito eu.

Serginho Tavares disse...

Sem educação não conseguimos encontrar a auto-estima suficiente para suportar as pressões do dia que nos são impostas pela sociedade.










[te amo]

São disse...

Muito bem.
Saudades.

SILÊNCIO CULPADO disse...

ManDrag

A perda de auto-estima é a perda de identidade. É sentir a frustração e a negatividade.

Mas se vivemos em sociedades que comparam, que se regem por estereótipos, que apontam e discriminam, como podemos preservar a auto-estima?
Só os muito fortes ou os privilegiados o conseguem.

Abraço

São disse...

Nada de novo?
Saudades.

Cildemer disse...

Amor próprio, sim! É indespensável:)

***
Obrigada pela partilha do lindo texto e bom fim de semana*******